Você usa colírio várias vezes ao dia e o alívio dura pouco?
Essa é uma das queixas mais comuns de quem convive com a doença do olho seco. E ela tem uma explicação: na maioria dos casos, o problema não está na falta de lágrima, mas na qualidade dela.
É justamente aí que entra um tratamento que mudou a forma de cuidar do olho seco nos últimos anos: a luz intensa pulsada.
Por que o colírio nem sempre resolve?
A lágrima saudável tem uma camada de gordura que impede a evaporação rápida.
Essa gordura é produzida pelas glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras, bem próximas da raiz dos cílios.
Quando essas glândulas ficam obstruídas ou inflamadas, a lágrima perde a proteção e evapora rápido demais. O olho fica exposto, irritado e desconfortável, mesmo com o uso frequente de lubrificantes.
O colírio repõe umidade por alguns minutos, mas não trata a causa. É por isso que tantas pessoas vivem nesse ciclo de alívio curto e desconforto que volta.
O que é a luz intensa pulsada?
É um tratamento realizado no consultório com um equipamento que emite pulsos de luz controlados na região das pálpebras e ao redor dos olhos.
Esses pulsos agem de algumas formas ao mesmo tempo:
- estimulam o funcionamento das glândulas de Meibômio;
- ajudam a fluidificar a secreção que estava espessa e parada;
- reduzem a inflamação das pálpebras;
- diminuem vasos anormais que alimentam o processo inflamatório.
O objetivo é devolver qualidade à lágrima, tratando a origem do problema em vez de apenas compensar o sintoma.
Como é a sessão na prática?
A aplicação é rápida, costuma durar poucos minutos.
Os olhos ficam protegidos durante todo o procedimento, e a sensação na pele é de leves toques de calor. Não é necessário afastamento das atividades: a pessoa retorna à rotina no mesmo dia.
O protocolo completo geralmente envolve algumas sessões, com intervalo de semanas entre elas, definidas conforme a avaliação de cada caso.
Quem pode se beneficiar?
A luz intensa pulsada é indicada principalmente para quem tem olho seco do tipo evaporativo, o mais frequente, associado à disfunção das glândulas de Meibômio.
Sinais que costumam acompanhar esse quadro: ardência, sensação de areia, vermelhidão, visão que oscila ao longo do dia e piora com telas, vento ou ar-condicionado.
A indicação depende de um exame detalhado da superfície ocular e das pálpebras. Nem todo olho seco é igual, e é essa avaliação que define o tratamento certo para cada pessoa.
Um cuidado que muda a rotina
Quem convive com olho seco sabe o quanto ele interfere no trabalho, na leitura e até no lazer.
Tratar a causa, e não apenas o sintoma, é o caminho para recuperar conforto e estabilidade visual de forma duradoura.
Se os seus olhos pedem colírio o dia inteiro, agende uma avaliação. Vamos investigar a causa e montar o tratamento adequado para o seu caso.