Existe um momento certo para operar a catarata?

Médica oftalmologista conversando com paciente sobre o momento certo de operar a catarata

“Doutora, minha catarata já está no ponto de operar?”

Essa pergunta aparece quase todos os dias no consultório. E ela carrega uma ideia antiga: a de que seria preciso esperar a catarata “amadurecer” para então tratar.

Esse conceito fazia sentido décadas atrás, com as técnicas cirúrgicas da época. Hoje, a resposta é outra, e entender isso muda a forma de cuidar da visão.

O que mudou na cirurgia de catarata?

A cirurgia moderna utiliza pequenas incisões, tecnologia de facoemulsificação e lentes intraoculares calculadas individualmente para cada olho.

O procedimento é rápido, a recuperação visual costuma ser questão de dias e não é mais necessário esperar a visão piorar muito para operar.

Na verdade, aguardar demais pode trabalhar contra: cataratas muito avançadas se tornam mais densas, o que aumenta a complexidade da cirurgia.

Então qual é o momento certo?

O momento certo é individual, e a régua mais importante é a qualidade de vida.

A pergunta que costumo fazer aos pacientes é simples: a sua visão está atrapalhando alguma coisa que importa para você?

Alguns sinais de que a catarata já interfere na rotina:

  • insegurança para dirigir, principalmente à noite;
  • dificuldade para ler, costurar ou usar o celular mesmo com óculos atualizados;
  • incômodo forte com claridade e reflexos;
  • cores desbotadas e visão com aspecto de névoa;
  • trocas de óculos frequentes sem melhora real.

Quando um ou mais desses pontos aparecem, a cirurgia deixa de ser uma possibilidade distante e passa a ser um investimento direto em autonomia e segurança.

E se a catarata for pequena?

Nem toda catarata precisa de cirurgia imediata.

Quando a opacidade é discreta e não interfere nas atividades, o acompanhamento periódico é o caminho: monitoramos a evolução e planejamos o tratamento com calma, no tempo certo.

O que não se recomenda é ignorar o diagnóstico. A catarata é progressiva, e o acompanhamento permite que a decisão seja tomada com tranquilidade, nunca na urgência.

Uma decisão que se constrói em consulta

A indicação cirúrgica nasce da combinação entre o exame oftalmológico completo e a escuta atenta da rotina do paciente.

É nessa conversa que também se define a lente intraocular mais adequada: existem opções que corrigem apenas a distância e outras que ampliam o foco, reduzindo a dependência de óculos para perto.

Cada escolha tem indicações específicas, e a decisão é sempre compartilhada, com informação clara e expectativas alinhadas.

O recado mais importante

Não existe “ponto de amadurecer”. Existe o ponto em que a visão começa a limitar a sua vida.

Se você já percebeu esses sinais, ou se recebeu o diagnóstico de catarata e ficou com dúvidas sobre o momento de tratar, agende uma avaliação. Vamos conversar sobre o melhor caminho para o seu caso.

Picture of Dra. Maria Eugênia Pozzebon

Dra. Maria Eugênia Pozzebon

Formada em Medicina pela PUC-Campinas e com Residência Médica em Oftalmologia pela UNICAMP, a Dra. Maria
Eugênia construiu uma trajetória sólida baseada na busca constante pela excelência.

Possui título de Especialista pela AMB e CBO, além de especializações em Córnea, Catarata, Cirurgia Refrativa e Plástica
Ocular pela UNICAMP. Mestre em Ciências Médicas, ela alia o conhecimento acadêmico à prática clínica humanizada.

Onde Estamos

CMO: Rua Engenheiro Carlos Stevenson, 66
Cambuí, Campinas/SP

Jesuíno: Av. Dr. Jesuíno Marcondes Machado, 189 – Unid. 21 – Nova Campinas

Dra. Maria Eugênia

Oftalmologista

CRM 141074

Dedicada a proporcionar saúde ocular e estética com excelência, unindo técnica apurada e atendimento humanizado.

Locais de Atendimento

© 2026 Dra. Maria Eugênia Pozzebon. Todos os direitos reservados.